17 janeiro 2011

as ilustrações da rebecca

Outra ilustradora  que aprecio muito. Irrepreensível no detalhe, com uma estética muito sugestiva e referencias de gosto oriental.

Rébecca Dautremer é uma artista francesa editada em vários países, e é uma da mais reputadas ilustradoras de livros para a infância (editada também em português pela Editora Educação Nacional). As páginas dos livros que ilustrou contêm subtilezas cativantes e que são o resultado da artista trabalhar em estreita colaboração com os escritores em todo o processo de produção do livro. O modo como utiliza os guaches e, por vezes, os óleos, dá ás suas imagens um certo sentimento mágico e misterioso .Vale a pena ver a animação que fez dirigida por Dominique Monféry -  Kerity: La Maison des Contes.

15 janeiro 2011

O acto de criação é de natureza obscura; nele é impossível destrinçar o que é da razão e o que é do instinto.
 Eugénio de Andrade, in 'Rosto Precário'

13 janeiro 2011

As ilustrações de Naomi Ryder

Designer extraordinária especializada em ilustração bordada, desenha imagens do quotidiano em criações têxteis bordadas tanto à mão como à máquina, ocasionalmente usando a impressão. Naomi Ryder nasceu em 1978 e vive em Londres, onde trabalha.


11 janeiro 2011

Poemas Haicai

minhas mãos te olham
estranha fotografia
onde meus olhos te tocam
Lisa Carducci
 
chuva lá fora –

os pássaros, molhados,
foram embora
Carlos Seabra

O silêncio, sim,

interrompendo o canto
dos pássaros.
María Pilar Alberdi

sem um novo dia
nem o quotidiano
existiria
Jandira Mingarelli


Voar sempre, cansa –

por isso ela corre
em passo de dança
Eugénia Tabos



durante o teu sonho

eu brinco com as nuvens
e tu não sabes de nada
Lisa Carducci

fecho um livro

vou à janela
a noite é enorme
Carol Lebel

10 janeiro 2011

Os "seres de papel" de Sophie Mouton-Perrat

 Sophie Mouton-Perrat é uma talentosa artista plástica francesa. As suas criações em papel machê são graciosas e muito poéticas.

 


 
 

05 janeiro 2011

"Ah, não há saudades mais dolorosas do que as das coisas que nunca foram!"
Fernando Pessoa (Do Livro do Desassossego - Bernardo Soares)

04 janeiro 2011

As porcelanas Ruth Gurvich

Ruth Gurvich, nasceu na Argentina em 1961.A artista estudou em Paris, onde vive e trabalha desde1987
 A colecção intitulada “Lightscape” foi criada para Nymphenburg , um fabricante de porcelana europeia, considerado como o melhor artesanato de porcelana dos últimos 250 anos.
 

As peças “Lightscape “são inteiramente baseadas em modelos de papel, esculpida por Ruth a partir de folhas de papel artesanal. Os modelos de papel foram passados aos artesãos em Nymphenburg para serem recriados em porcelana. A porcelana não vidrada e pintada na parte externa, a fidelidade até na textura manteve o seu aspecto, semelhante ao papel, numa correspondência rigorosa  ao efeito dos modelos originais.

03 janeiro 2011

"Porque eu sou do tamanho do que vejo
e não do tamanho da minha altura."
Fernando Pessoa (Do Livro do Desassossego - Bernardo Soares)

31 dezembro 2010

Escultura de Gregor Gaida


Gregor Gaida é um artista polaco que vive e trabalha em Bremen, Alemanha.
Usa a madeira (muitas vezes combinada com alumínio, poliéster e resina acrílica) duma maneira muito pessoal, compondo narrativas muito fortes ,simultâneamente impressivas e expressivas, que deixam o nosso olhar absolutamente surpreendido.

30 dezembro 2010

É preciso saber sempre quando uma etapa chega ao final...

Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos de viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedido do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver noutro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo a perguntar por que isso aconteceu....
Pode dizer a si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, a acontecer, coisas que eram tão importantes e sólidas na sua vida, e que subitamente se transformaram em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: os seus pais, os seus amigos, os seus filhos, os seus irmãos, todos estarão a encerrar capítulos, a virar a folha, a seguir adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tenta entender as coisas que acontecem consigo.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que temos.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está a acontecer no nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém joga nesta vida com cartas marcadas; portanto, às vezes ganhas-se e às vezes perde-se.
Não espere que lhe devolvam algo, não espere que reconheçam o seu esforço, que descubram o seu génio, que entendam o seu amor. Pare de ligar a sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso estará apenas a envenená-lo, e nada mais.
Não há nada mais perigoso do que rompimentos amorosos que não são aceites, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que são sempre adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e transforme-se em quem é. Torne-se uma pessoa melhor e assegure-se de que sabe bem quem é, antes de conhecer alguém e de esperar que ele(a) veja quem você é..
E lembre-se:
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão.

Fernando Pessoa

29 dezembro 2010

O luxo em papel - Zoe Bradley


Zoe Bradley formou-se em 1997 e logo foi trabalhar ao lado do estilista Alexander McQueen. Depois criou sua marca própria trabalhando esculturas e silhuetas criando formas, objectos, flores, cenários para vitrines, instalações ou editoriais de moda. Hoje vive em Londres é lá que faz as suas criações. Trabalha essencialmente com papel recortado e dobragens de origami. Os projectos são muito elaborados e já fizeram vitrines dos mais conceituados estilistas como Donna Karan, Harrods, Missoni, Pringle of Scotland, Harvey Nichols e Selfridges em Londres. Também já trabalhou para revistas famosas como Wallpaper, Surface, Tattler & Vogue.

27 dezembro 2010

reciclagem inteligente-telefones antigos transformados em arte por Jean-Luc Cornec

A arte também pode ser uma forma de reciclagem! O artista Jean-Luc Cornec nasceu em França, estudou e actualmente reside e trabalha na cidade alemã de Frankfurt. A sua obra é, pelas suas próprias palavras, um apelo visual de combinação de elementos como o abstracto, o nostálgico ou o arcaico. E é exactamente dessa conjugação que nasce em 2006 um dos trabalhos mais identificativos da sua identidade criativa: 'Ovelhas-Telefone' exposto no Museum of Telecommunication in Frankfurt em 2006
Cada uma destas ovelhas é feita de telefones e fios! A cabeça e as patas de cada animal são feitas com o aparelho em si, enquanto que o corpo é criado a partir dos fios do mesmo, enrolados sobre uma estrutura metálica, imitando a lã. Algumas das ovelhas parecem alimentar-se, outras estão juntas apenas, formando um rebanho muito realista, havendo até a icónica ovelha negra.
Esta foi considerada uma das mostras de arte contemporânea mais imaginativas, inteligentes, inusitadas e bem conseguidas dos últimos anos. A exposição é relevante do potencial criativo que reutilização dos mais diversos materiais pode constituir quando se transforma em matéria de arte.

13 outubro 2010

os origami de Eric Joisel são esculturas

Eric Joisel  cria personagens em origami, com pormenores que são deslumbrantes pelo seu detalhe. Sendo originalmente um escultor tradicional, este artista explorou o origami como autodidacta e passou anos aperfeiçoando e adaptando uma variedade de técnicas de dobragem. O seu site tem dezenas de imagens de animais, seres humanos e fadas e toda uma panóplia de temas e formas.

Personagens inspiradas na  “Commedia dell'Arte
Diz: " tenho trabalhado em argila, pedra e madeira, antes de trabalhar o papel. Prefiro criar figuras humanas e praticava a fazendo máscaras e os rostos envelhecidos. Agora o meu trabalho é diferente do origami tradicional, onde cada passo é exactamente definido de modo a produzir cópias exactas. Esta experiencia, mais do que apenas execução, foi o processo de respiração da vida no papel e, mais importante, parcialmente improvisando com todos os modelos para que cada um fosse diferente.”